quinta-feira, 25 de março de 2010

Qualificação profissional bate à porta do Caje

  • 18/03/2010 - 10:53 Trabalho e Desenvolvimento Social

· GDF oferece cursos profissionalizantes para internos do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje)

O Governo do Distrito Federal gera ações inclusivas para que jovens do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) tenham acesso mais rápido ao mercado de trabalho. A nova estratégia de oferecer cursos de educação profissional é apoiada pelo secretário de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus) e o secretário de Trabalho Rodrigo Delmasso.


O projeto vai beneficiar inicialmente 140 jovens, capacitando-os numa profissão. Quando eles tiverem cumprido o período de medidas socioeducativas, sairão empregados. As áreas oferecidas inicialmente serão de Assistente Administrativo e Técnico em Informática. Os cursos estão previstos para começarno final do mês de abril.


A Sejus oferecerá a estrutura das oficinas e instrutores. A Setrab apoiará com o material cotidiano, monitores e vagas no mercado de trabalho. O mais importante é que todos os jovens que forem capacitados e tiverem um bom rendimento, a própria Agência do Trabalhador fará a colocação no mercado de trabalho.


Conforme Rodrigo Delmasso, as outras oficinas do Caje, panificadora, estofaria, serigrafia, mecânica, também serão analisadas e poderão ser incluídas no projeto com a possibilidade de mais adolescentes serem inseridos no mercado de trabalho.

Segundo o secretário de Justiça, essa parceria é fundamental para cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina ao Estado a implementação de políticas públicas para a ressocialização de adolescentes em conflito com a lei. “É importante incluí-los de forma digna na sociedade dando uma segunda oportunidade”, afirma Flávio Lemos.

Propina leva a demissão de secretário

GDF, Segurança em 20/03/2010 às 9:20

Do Correio Braziliense deste sábado (20): O representante de uma empresa que presta serviços à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania foi detido na última quarta-feira no estacionamento do Centro Administrativo de Taguatinga, o Buritinga, com uma mala contendo R$ 104 mil em cédulas escondidas em fundo falso de seu carro. A Polícia Civil do Distrito Federal chegou ao local no momento em que um homem identificado como Gilson Matos deixava o prédio onde funciona parte do governo local graças a uma denúncia anônima de que o dinheiro seria destinado ao titular da pasta, Flávio Lemos de Oliveira.

O governador em exercício, Wilson Lima (PR), foi informado do episódio e convocou ontem o secretário para uma conversa. Flávio Lemos negou relação com o negócio. Ao prestar depoimento à Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (Deco) da Polícia Civil, o representante da empresa Casa da Harmonia, que tem contrato para prestação de serviços com o Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras (Ciago), também negou que tivesse relação com o secretário. O caso será investigado pela Divisão Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) da Polícia Civil do DF. Os policiais encarregados do caso avaliam que será possível rastrear onde e quem sacou o dinheiro que tinha o papel de identificação do banco.

Por causa da denúncia, Wilson Lima decidiu demitir o secretário. De acordo com o assessor de imprensa do GDF, André Duda, a exoneração será publicada no Diário Oficial do DF da próxima segunda-feira. Indicado pelo deputado distrital Alírio Neto (PPS), Flávio Lemos assumiu a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania em 2 de dezembro do ano passado, quando José Roberto Arruda ainda era o governador. Ele ocupava o cargo de secretário-adjunto da pasta, até então chefiada por Alírio, que na ocasião deixou o governo e reassumiu seu mandato de deputado distrital pelo PPS.

Gilson Matos foi detido apenas para prestar depoimento na Deco e, em seguida, liberado. O dinheiro, no entanto, está apreendido e depositado numa conta judicial. Por supostamente envolver um secretário de Estado, a denúncia seguiu para o Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc) do Ministério Público do Distrito Federal, que tem auxiliado as investigações da Procuradoria-Geral da República relacionadas à Operação Caixa de Pandora.

A Casa da Harmonia é uma empresa terceirizada que administra o Ciago, centro educativo para reabilitação de jovens infratores. O secretário de Justiça disse ao Correio considerar “estranho” que essa denúncia anônima ocorra agora que ele toma medidas duras em sua pasta, como a retomada pelo Poder Público da administração dos cemitérios de Brasília e de moralização dos serviços no Ciago. Flávio Lemos teria mudado a direção do centro herdada de administração anterior, de Raimundo Ribeiro (PSDB). “Isso é uma represália. Se for preciso, represento contra o governador”, afirmou Lemos ontem à noite. Alírio Neto é um dos nomes cotados para a disputa na eleição indireta para escolha do novo governador do Distrito Federal. Entre os deputados no páreo estão ainda Wilson Lima e Eliana Pedros

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

JOVENS DO CIAGO SÃO APROVADOS NO VESTIBULAR DA CATÓLICA

Jovens do Ciago são aprovados no vestibular da Católica


Dos 17 jovens do Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras (Ciago), que prestaram vestibular na Universidade Católica de Brasília, no último domingo (22/11), dez foram aprovados. Quatro para o curso de ciência da computação, três para educação física, dois para direito e um para enfermagem.
Essa foi a primeira vez que internos do sistema socioeducativo participaram de um concurso. Na próxima semana, o diretor do Ciago, Paulo Reis, vai solicitar parceria com o pró-reitor de graduação da Católica, José Romualdo Degasperi, no sentido de viabilizar a matrícula, enquanto aguarda o processo da bolsa universitária da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest).

Os aprovados poderão ir diariamente para a universidade, acompanhados de seguranças, até acabar o período de internação. Tendo em vista seu bom comportamento, também existe a possibilidade de a Defensoria Pública pedir à Justiça a progressão da medida. O interno passaria à semiliberdade, ficando alguns dias em casa e outros no Ciago. O próximo passo seria a liberdade assistida, em que ele volta a morar com a família, mas tem a vida supervisionada por assistentes sociais.

O Ciago é um dos quatro centros públicos de internação no Distrito Federal para crianças e adolescentes condenadas na Justiça a cumprir medidas socioeducativas. Ele é considerado uma espécie de porta de saída do sistema e recebe os internos de melhor comportamento.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sistema Socio Educativo do DF, caos distante do SINASE.

"Nós temos visto um sistema falho de medidas socioeducativas no DF, rebeliões e paralisações de funcionários tem marcado nosso dia a dia nas medidas socio educativas em Brasilia.Estamos na Capital do Brasil e não conseguimos apontar como modelo de SINASE ou mesmo o que é previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, que já vai fazer 20 anos.Criança e adolescente tem sido uma area negligenciada, onde a própria constituição está sendo deixada de lado, pois segundo a nossa lei Criança e adolescente são prioridade absoluta e isso não é a realidade do DF, infelizmente. Poderiamos hoje e temos condições para isso apontar para o Brasil todo modelos de casas lares, com espaço fisico adequado, profissionalização real para jovens, escolarização de qualidade, saúde necessária com atendimento nas comunidades, e estastisticamente, numericamente comprovar a nossa sociedade que é possivel ingressar o infrator na sociedade com uma mudança significativa, trazendo para o mercado de trabalho no tempo devido e mantendo-o longe das drogas, após um investimento que nossa lei nos possibilita.E acima de tudo o Estado tomando conta das medidas socioeducativas e investindo verdaderamente em medidas de meio aberto, pois quando nossa L.A Liberdade Assistida funcionar , estaremos trabalhando na prevensão.Semi-liberdades com estruturas e pra o genero feminino também, então a ionternação pode ser casos excepcionais e de brevidade conforme a lei determina.Sem violações de direitos e garantia dos mesmos, teremos um pais melhor e menos violento, onde quebrará essa continuidade da internação para o sistema penitenciário."
MARILUCIA DE OLIVEIRA CARDOSO NOVAIS
PRESIDENTE AMAR-DF-2008/2009

REBELIÃO CIAP- INTERNOS SEM OFICINAS TRANCADOS 24HS-

Funcionários do Caje são deslocados para cobrir falta de trabalhadores do Ciap



Publicação: 24/11/2009 16:50 Atualização: 24/11/2009 16:50

Os servidores de assistência social do Distrito Federal que integram o Centro de Internação de Adolescentes de Planaltina (Ciap), em greve desde a quarta-feira (18/11), causaram transtornos na tarde desta terça-feira (24/11) após se reunirem para uma manifestação na Câmara Legislativa. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus), os manifestantes deixaram o Ciap com menos de 30% do número mínimo de funcionários necessários para funcionar, o que é ilegal.

A Sejus teve que deslocar 20 funcionários do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) para cobrir a demanda. Ao perceber a manifestação, um dos internos colocou fogo em uma esponja de banho, o que provocou uma grande fumaça no local. O interno foi logo recolhido e o instrumento utilizado para ação apreendido.

Greve
Os funcionários reivindicam reajuste de 103% e o plano de cargos e salários. Na última reunião com a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania e da Secretaria de Desenvolvimento Social fizeram uma proposta de reajuste de 30%, que não foi aceito. Enquanto isso, apenas os serviços básicos são mantidos no DF.
Segundo a AMAR-DF:"O Estatuto da Criança e do Adolescente precisa sair do papel e funcionar, esses adolescentes tem direito a educação, oficinas e lazer.(Presidente-Marilúcia)

INTERNOS CIAGO FAZEM VESTIBULAR-UCB

Internos do Ciago farão vestibular neste domingo



Publicação: 20/11/2009 15:27 Atualização: 20/11/2009 15:30

Neste domingo (22/11), 17 internos do Ciago - Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras - que terminaram o segundo grau na própria unidade, farão vestibular na Universidade Católica de Brasília. A inscrição no processo seletivo foi concedida aos internos por meio da parceria da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania/CIAGO junto à Católica.

Entre a escolha dos adolescentes, o curso de ciências da computação foi o mais disputado, com sete candidatos. Em segundo lugar, a preferência foi para os cursos de direito e educação física, com quatro inscrições, cada. Por último, aparece o curso de administração, escolhido por dois deles.

SEMINÁRIO DA AMAR

Seminário da AMAR discute direitos do adolescente em conflito com a lei

Participe do Seminário da AMAR entre os dias 25 e 27/11 em São Paulo.

QUEM PRODUZ O JOVEM EM CONFLITO COM A LEI É O PRÓPRIO SISTEMA

Quem produz o jovem em conflito com a lei é o próprio sistema

O mestre em políticas sociais e coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Mário Volpi, disse que quem produz o jovem em conflito com a lei é o próprio sistema que não dá conta dele. Segundo Volpi, que é crítico da proposta de redução da maioridade penal, a modificação dessa maioridade vai agravar a prática de delitos por adolescentes. Para o especialista, o delito significa que a família, a escola e as políticas públicas não funcionaram e serve como um grande alerta para a sociedade. “Mas, infelizmente, a visibilidade dos crimes acaba repercutindo em uma injusta responsabilização do adolescente. É como se ele fosse o responsável pela violência”, observa. Atualmente os jovens são submetidos a medidas socioeducativas como prestação de serviço à comunidade, obrigação de reparo ao dano, liberdade assistida, semi-liberdade e internação. A punição varia de seis meses a três anos.
Fonte: Andi

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Participação de adolescentes e funcionarios na semana da alegria
















Comemoração do dia da criança no Ciago-Semana da Alegria





trabalhos artesanais feitos pelos adolescentes





Adolescentes medicados ilegalmente

Adolescentes são medicados ilegalmente
Estudo do Conselho Federal de Psicologia mostra que unidades de internação usam psicotrópicos para “controlar” infratores

Um relatório do Conselho Federal de Psicologia mostrou que em pelo menos quatro estados do país medicamentos psicotrópicos são usados como forma de controle de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. Estão na lista o Paraná, Minas Gerais, Piauí e o Rio Grande do Sul. Agora, a As­­sociação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Ado­­lescente (Anced) está realizando um estudo aprofundado sobre a questão para o Comitê dos Di­­reitos da Criança das Nações Unidas. Os pesquisadores detectaram que no Rio Grande do Sul cerca de 80% dos internos são medicados e que tanto os diagnósticos quanto os medicamentos receitados são idênticos, o que comprovaria o uso abusivo das substâncias por parte das instituições.
O Conselho Federal de Psico­­logia fez visitas às unidades de cumprimento de medidas socioeducativas em 22 estados há três anos. Entre as principais irregularidades estavam o uso indevido de medicamentos. A Anced decidiu montar um grupo de trabalho para investigar o assunto com mais precisão, já que o relatório não aponta a frequência do uso dos medicamentos nem a quantidade de jovens submetidos a esses procedimentos. O estado piloto é o Rio Grande do Sul, onde informações preliminares fornecidas pelas instituições confirmam a medicalização excessiva. O estudo completo será apresentado em conjunto com outros casos de violações de direitos, como o da menina paraense que ficou presa em uma cela com vários homens.
A Secretaria de Estado da Criança e da Juventude do Paraná refuta as informações do relatório. O relatório do Conselho de Psicologia foi elaborado a partir de uma visita que entidades da sociedade civil fizeram a dois locais no estado. O primeiro foi o Centro de Socioeducação (Cense) São Francisco e o segundo, o antigo Ciaadi, hoje chamado de Cense Curitiba. O relatório aponta casos de medicalização no Cense Curitiba. Mas não especifica quais seriam as substâncias, nem a frequência com que os medicamentos são usados, nem o número de jovens medicados. O coordenador de socioeducação da secretaria, Roberto Bassan, argumenta que todos os procedimentos realizados dentro das instituições têm a supervisão de médicos responsáveis. Depois da prescrição, um educador fica responsável por acompanhar os horários de tomada dos remédios.
Quando há indicação médica de que um jovem precisa de um tratamento específico, seja por problemas relacionados à saúde mental ou por uso de drogas, ele é encaminhado para a rede do Sistema Único de Saúde. Além disso, Bassan afirma que, em grande parte das unidades, também há médicos contratados pelo estado.
Apesar de o Paraná ser apontado no estudo como um dos locais onde ocorre o uso de medicamentos para controle dos jovens, a presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil seção Paraná, Márcia Caldas, afirma que o estado está avançando nessa área. Hoje, as unidades socioeducativas paranaenses estão entre as poucas no país de acordo com as novas regras do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), que preveem, por exemplo, mudança na arquitetura e um número máximo de jovens por instituição.
“Concordamos que o uso da medicação seja feito, desde que recomendado por um médico. Há casos em que isso é necessário. Se ocorrer de forma indiscriminada, é considerado uma violação de direitos”, explica. “O Paraná é um estado de ponta quando se fala em medidas socioeducativas. Ainda há muito pela frente, mas já temos avanços”.

fonte: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=935698&tit=Adolescentes-sao-medicados-ilegalmente

Exemplo de São Paulo preocupa

Outra situação que preocupa os integrantes da Anced é a criação da Unidade Experi­­mental de Saúde (UES), localizada em São Paulo. O local foi inaugurado há três anos pelo governo do estado com o objetivo de atender adolescentes e jovens com problemas relacionados à saúde mental. Todos os seis rapazes que vivem lá hoje são egressos da Fundação Casa (antiga Febem) e têm mais de 18 anos.
A discussão sobre a UES começou em função de Ro­­berto Aparecido Alves Car­­doso, o Champinha. Em 2003 ele assassinou e violentou a estudante Liana Friedenbach, de 16 anos, e participou do sequestro e da morte do namorado da garota, Felipe Caffé, de 19 anos. Na época, Cham­­pinha tinha a mesma idade de Liana e, de acordo com o Estatuto da Criança e do Ado­­lescente, poderia ficar privado de liberdade por no máximo três anos. Quando esse prazo estava chegando ao li­­mite, o Ministério Público entrou com um recurso para que o jovem permanecesse in­­ternado até os 21 anos. Perto da data de saída, o Ministério Público entrou com um pedido de interdição civil para que Champinha não fosse posto em liberdade.
O que a Anced discute é que, com a Reforma Psiquiá­­trica, a internação compulsória deve ser feita somente em último caso. Hoje, o tratamento para pessoas com problemas de saúde mental deve ser feito na rede pública por meio dos Caps. Os pacientes têm aten­­dimento com psiquiatras, psicólogos e outros especialistas. Somente nas crises ocorre a internação. Para integrantes da Asso­­ciação, os jo­­vens da UES estão em um limbo jurídico. “Quem está internado fica submetido a uma alta médica. E, no caso desses rapazes, quem decide é o Judiciário. Não po­­demos prever que alguém cometerá um novo crime. A ciência não faz este tipo de previsão”, diz Fer­­nanda La­­varello, da Anced. (PC)

fonte: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=935700&tit=Exemplo-de-Sao-Paulo-preocupa

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Microsoft Word - Carta de Salvador final 2009.09.01 - Powered by Google Docs

Microsoft Word - Carta de Salvador final 2009.09.01 - Powered by Google Docs
Associação de mães e amigos dos Adolescentes em Situação de Risco – AMAR /DF
Carta aberta
A AMAR-DF vem a público compartilhar a experiência que as mães dos adolescentes em cumprimento de medida Socioeducativa de internação no Centro de Internação Granja das Oliveiras (CIAGO) vêm presenciando com a chegada do novo diretor, o Sr. Paulo Reis
O Sr. Paulo Reis é um experiente servidor de carreira do Sistema Socioeducativo do DF e, tendo sido também gerente das medidas socioeducativas anteriormente, vêm demonstrando grande competência na gestão deste Centro.
Apesar do pouco tempo na coordenação do Centro, Paulo Reis já deixou seu recado: mudou substancialmente as linhas de trabalho dentro da unidade, fazendo as trocas de servidores necessárias e fortalecendo as experiências exitosas, a exemplo da manutenção do coordenador de módulo Ricardo Pena que tem demonstrado seu carinho e dedicação aos internos e familiares.
Os adolescentes já transitam na unidade sem algemas; todos são tratados de forma mais respeitosa; os socioeducandos são estimulados a prática de esportes, sendo permitido aos jovens correr no campo do CIAGO. Também se mostra clara a preocupação com a alimentação quando se verifica mudanças até mesmo na maneira de servi-la.
Os familiares têm sido acompanhados de forma acolhedora, respeitosa e sempre há espaço para a escuta e para o diálogo, principalmente diante de reivindicações.
Paulo Reis mostra-se aberto para reconhecer as dificuldades da Instituição, estando sempre disposto a dialogar para revê-las.
A ala utilizada para “castigo” não esta lotada como sempre esteve e os adolescentes hoje são tratados com dignidade e respeito. Sendo ouvidos e respeitados os adolescentes vêm tornado-se protagonistas da sua própria história, ainda que no cumprimento da medida socioeducativa de internação.
Enfim, estamos tranqüilas e alegres por sabermos que a truculência e o descaso estão longe dessa gestão, conduzida por um funcionário público, comprometido com seu trabalho, e com os direitos da criança e do adolescente, tratando-os como prioridade absoluta como prevê nossa legislação.
Fica aqui o nosso apoio e carinho pelo advogado que hoje administra o CIAGO: Obrigada Paulo Reis!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

"PROVIDÊNCIAS URGENTES” CAJE

Sobre o ocorrido no sábado, dia 15/08 o assassinato de um interno, o que causou a morte desse interno, foi devido sem dúvida nenhuma a super lotação, cada quarto tem no mínimo 5 internos, onde só possuem 2 camas em cada quarto, então na verdade, teriam que ter 2 internos em cada quarto, a falta de conforto no estabelecimento é nada mais que um desrespeito ao ser humano. Existem no CAJE várias áreas vazias onde poderiam ser construídos vários módulos com vários quartos, ficando assim melhor distribuído. Eu tenho um filho internado no CAJE há 5 meses, e sei o aperto que ele fica com os colegas de quarto, sem conforto e sem liberdade nenhuma, estou muito preocupada com a segurança dele. Outra solução seria é alguns adolescentes serem transferidos para outro estabelecimento de medida socioeducativa como CIAGO e CIAPI. Afirmo que o adolescente que foi assassinado, se estivesse com 1 colega de quarto somente não teria sido assassinado, por mais que fosse difícil conseguiria se defender e jamais chegar a morte da forma que foi, enforcado com uma blusa de frio, pois foram dois ou três que o segurou e tentou contra a sua vida. Mais uma tentativa de homicídio ocorrida no dia 01/09 um interno maior de idade (18 anos) agrediu outro interno também maior de idade (18 anos) com uma barra de ferro na cabeça. E agora a paralisação dos monitores, agentes de segurança, se com eles estava difícil o controle, e agora sem eles como fica. Várias rebeliões são feitas sem o conhecimento público, de atraso da refeição, super lotação nos quartos, os meninos internos tomam banho em chuveiro de água fria sendo que as meninas internas têm chuveiro de água quente, agressões físicas constantemente a outros internos, os mesmos estão se revoltando a cada dia que passa saírem para o benefício do saidão e não retornam ao estabelecimento, por quê? Ninguém quer voltar ao lugar horrível como aquele, até onde vai tudo isso. Vocês vão esperar acontecer mais o que, para tomar providências, isso é um desrespeito a humanidade. Favor tomar providência urgentemente antes que aconteça outro assassinato naquele estabelecimento. Lembrando que todos ali estão na responsabilidade do estado, para ressocialização. Estando assim facilitando a reiteração dos jovens em conflito com a lei com a sociedade, e também ajudando os monitores na vigilância e para segurança dos mesmos. Aguardo uma posição.

Atenciosamente,

Carla Núbia

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ministério Público Quer Intervenção no CAJE,após 2ª morte em 2009

Acompanhe o link da reportagem,feita pela TV Brasília,em relação ao assunto citado acima.
Para ver a reportagem completa basta acessar o link,abaixo:

http://www.correioweb.com.br/tvbrasilia/index.htm?id=3000

O outro link da reportagem com a TV Globo no DFTV 1ª Edição está no link, abaixo:

http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1269799-10039,00-ADOLESCENTE+MORRE+ASFIXIADO+NO+CAJE.html

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Caje

Jovem morre enforcado dentro do Caje
Leilane Menezes
Publicação: 15/08/2009 18:07 Atualização: 15/08/2009 18:11

Na manhã deste sábado (15/8), o adolescente T.H.C.S., 16 anos, foi enforcado em uma cela do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), ele dividia o local com mais três internos. Um deles, ou os três, seria o responsável pelo crime. Essa era a segunda vez que o jovem estava internado no centro. Na primeira passagem ele foi apreendido por roubo, mas dessa vez, a internação foi motivada por uma tentativa de latrocínio.Segundo informações dos gestores da instituição, o jovem chegou ao quarto onde foi morto há dez dias, transferido de uma unidade de detenção provisória. O caso está com a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), que investiga as circunstâncias da morte.Um problema indentificado, ou pelo menos relembrado com o assassintato, é a inadequação do Caje para atender os adolescentes. Enquanto o indicado é que cada unidade de internação juvenil tenha capacidade estrutural para 90 pessoas, o local tem 240 vagas. Outro ponto é a superlotação. Mesmo com a oferta grande de vagas, em um lugar onde cabem 240 estão 302, quantidade 25% supeiror à capacidade física do local. Por conta dessas falhas e da morte do adolescente, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus), responsável pelo Caje, vai acelerar o processo burocrático para construir mais quatro centros.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

NASCE A AMAR NO DISTRITO FEDERAL

Em clima de muita emoção no dia 18 de setembro de 2004 foi criada em Brasília a Associação de mães, pais, familiares e amigos de Adolescente em Conflito com a Lei e em Situação de Risco - AMAR-DF. Tal associação é fruto de um trabalho que nasceu há algum meses atrás. Na eleição ocorrida na Câmera Legislativa do DF, foi aprovado o Estatuto da associação e eleita a primeira Diretoria, formada por pais, mães de adolescentes do CAJE e pessoas voluntárias da sociedade.
A associação nasceu diante do inconformismo dos pais dos adolescentes do Centro de Atendimento Especializado - CAJE com o descumprimento do Estatuto da Criança e Adolescente – ECA. O fato veio à tona após uma rebelião no CAJE, onde alguns adolescentes foram transferidos para o Departamento de Polícia Especializada – DPE, uma unidade prisional para adultos, o que fere completamente o ECA e deixou alguns pais revoltados, pois nessa prisão os adolescentes se encontravam em total condições desumanas, sem escolarização, sem lazer, em celas superlotadas, em condições insalubres de higiene, sem atendimento médico, entre outros.
Os internos transferidos foram escolhidos de forma aleatória, segundo informação prestada pela Direção do CAJE a um pai de interno que teve seu filho transferido para o DPE. Vale ressaltar que esse adolescente não participou da rebelião, pois no dia do fato ocorrido o interno se encontrava em sua residência, de “Saidão”, na companhia de sua família por bom comportamento, no entanto ao retornar para o CAJE ele foi transferido com os demais internos para o DPE. Esse mal uso da autoridade gerou descontentamento por parte dos pais que recorreram a Promotoria de Defesa dos direitos da Criança e adolescente da Vara da Infância e Juventude –VIJ em seguida procuraram a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, onde obtiveram total apoio até a total resolução da problemática instalada.
A Princípio o objetivo era apenas trazer de volta para o CAJE os internos alojados no DPE, após quase 60 dias de negociações, os adolescentes retornaram ao CAJE. Mas agora os pais queriam participar ativamente do processo de ressocialização dos seus filhos, queriam ser ouvidos, desejavam ter voz, queriam que os adolescentes fossem ressocializados verdadeiramente. Diante de tantas violações de direitos humanos que se instalava na Instituição, o ECA precisava ser respeitado, cumprido. Os pais começaram a reivindicar a capacitação profissional dos servidores que trabalhavam com esses adolescentes em situação tão peculiar de desenvolvimento. E esse movimento foi crescendo e recebendo apoio de outras Entidades de Defesa do Direito da Criança, Adolescente, de alguns estudantes da Universidade de Brasília – UNB, profissionais liberais, Deputada, assessores parlamentar, Promotores de Justiça, advogado, Defensor público e inclusive de uma funcionária do CAJE que estava com o filho internado na Instituição e que também estava inconformada com o atual Sistema onde ela percebia que não funcionava e não ressocializava ninguém. Há muito tempo ela tinha o desejo arraigado de criar uma Associação de Mães.
Tal movimento coincidiu com a vinda à Brasília de Conceição Paganelle, Presidente da AMAR/SP que mais uma vez veio à cidade receber do governo federal o Prêmio Nacional de Direitos Humanos. Essa orientou o grupo de pais no sentido de se organizarem e legalizarem e criarem a Associação semelhante à de São Paulo.
E assim começaram a se organizar, fizeram diversas reuniões com os demais pais, mães de internos, articularam com Promotores de Justiça, Juiz da VIJ, Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, fizeram diversas visitas aos adolescentes para levantarem suas reais necessidades, reuniam semanalmente com a Direção do CAJE, tentaram estabelecer um canal aberto com as entidades de atendimento de medidas sócio-educativas a fim de garantir os seus direitos legais de participação familiar, dos adolescentes e da comunidade no processo pedagógico-disciplinar da internação. Essa não foi uma tarefa fácil, pois, houve muita resistência por parte da Instituição, que não aceitava a participação dos pais interferindo no cotidiano Institucional, a direção via essa participação da família como ingerência administrativa. Pois isso implicaria em mudanças, e mudar incomoda dar trabalho aos dirigentes, mexe com a posição de alguns privilegiados. Mas o grupo não parou diante das resistências, foram à luta e a diretoria da AMAR conseguiu junto ao juiz da Vara da Infância e Juventude autorização judicial para ingressarem na unidade sempre que se fizesse necessário. Esse fato é digno de um capítulo inteiro de um livro, pois gerou um descontentamento geral na instituição, a Direção ameaçou pedir demissão, funcionários ameaçaram fazer greve.
Paralelamente a esse movimento, a AMAR e outros Órgãos de Defesa de Direitos da Criança e Adolescente iniciaram um movimento visando o pedido de Intervenção Federal no CAJE, devido à superlotação que se instalava na Unidade que impossibilitava o acesso a escola de maneira satisfatória, sendo que na época mais de 100 adolescentes estavam fora da escola o que comprometia seriamente o caráter sócio-educativo da medida; era uma total falta de respeito à dignidade da pessoa humana e muito evidente o descumprimento de direitos humanos. A Gerencia da Instituição estava sob o comando da Policia Civil e isso precisava ser rediscutido, pois, a Policia Civil é um órgão que se preocupava com a contenção e punição e isso feria o ECA que prevê a reeducação do adolescente. Por esses e diversos outros motivos criou-se uma Comissão Especial e foi elaborado um relatório com o objetivo de “apurar denuncias de grave violação aos direitos humanos e descumprimento do ECA contidas no “Dossiê” CAJE, e foi encaminhado ao CDDPH pelo Fórum de entidades de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente do DF e a AMAR/DF. O relatório sugeria o pedido de intervenção Federal. O pedido foi acatado pelo Supremo Tribunal Federal.
Foi nesse cenário de batalhas travadas judicialmente, de lutas, retaliações, algumas vitorias, alguns fracassos que nasceu em Brasília a AMAR/DF. Tudo isso por que um grupo de mães, pais e amigos dos adolescentes em conflito com a lei e em situação de risco tiveram a coragem de lutar contra a injustiça social e promover direitos básicos, porém, negligenciado. Foi um grupo que ousou sonhar em oferecer dignidade ao adolescente interno, sem voz, sem vez, oprimido. Que já foi penalizado demais pela vida, pela sociedade que os discriminam. Penalizados pelas políticas publica que falharam, e agora querem responsabilizar somente a família por um sistema que é falho, que não ressocializa, onde a família é tão vítima quanto os adolescentes.
A AMAR/DF é composta por sonhadores que não se intimidam e nem se deixam abater pelas circunstancias da vida, pessoas que são protagonistas da história, da sociedade em que vivem e não são meros espectadores que apenas lamentam as suas dores.


Por: Iva Araújo dos Reis (Diretoria da AMAR/DF)